2.2.09
Metade
Supresa com minha persistência..em vários campos..
Amanhã é o dia 13..dizem alguns que é azar..eu acredito que seja sorte..
Às vezes quase coloco tudo a perder, em uma atitude impulsiva e impensada..
Nesses momentos, o lado racional me chama de volta..e pergunta o que eu penso que estou fazendo..rs..aí eu agradeço por pensar..Isso faz uma diferença danada!
Pensar..se as pessoas pensassem mais, cometeriam menos erros
Mas também penso em coisas retardadas, tipo, como o fax funciona...??Quando era criança, e o fax tinha acabado de surgir cheguei a pensar que eram grandes tubos que as folhas voavam até chegar no destino final...rs..Nessa época eu pensava menos, talvez fosse mais feliz.
Os beija-flores continuam me visitando, e eu continuo esperando o que eles querem me dizer..
Aliás, eu espero tanta coisa...
O que está acontecendo comigo??Será possível substituir um amor por outro em tão pouco tempo?Ou já não era mais amor?Só esperava uma oportunidade e quando surgiu, doeu um tico de nada, mas a paixão avassaladora tomou conta do resto?Onde vai parar todo o amor sentido quando acontecem essas coisas?
Eu sinto isso tudo mas não sei responder a nada..
Só sei que a paixão é avassaladora, tira nosso ar e faz a perna tremer...Mas é tão arriscado!
Valerá a pena?
METADE
Que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito, a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que amo seja pra sempre amada mesmo que distante
Porque metade de mim é partida, a outra metade é saudade.
Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço, a outra metade é o que calo.
Que a minha vontade de ir embora se transforme na calma e paz que mereço
Que a tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso, a outra metade um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
E o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso que me lembro ter dado na infância
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria pra me fazer aquietar o espírito
E que o seu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo, a outra metade é cansaço.
Que a arte me aponte uma resposta mesmo que ela mesma não saiba
E que ninguém a tente complicar, pois é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia a outra metade é canção.
Que a minha loucura seja perdoada
porque metade de mim é amore a outra metade também.
Oswaldo Montenegro